7 de março de 2014

Análise interna e externa de uma organização (análise SWOT)

7.3.14


Dentro do assunto de Diagnóstico Estratégico encontra-se a Análise Interna e Externa da empresa. Os componentes desta análise são:

Variáveis Internas e controláveis Pontos Fortes Propiciam uma condição favorável no que diz respeito ao próprio ambiente da empresa. São características que auxiliam a empresa a atingir a sua missão e a torná-la mais respeitada e competitiva. Ex.: produto de grande procura; produtos confiáveis por sua qualidade; bom relacionamento com os clientes; gestão competente.
Pontos Fracos São variáveis que desfavorecem a organização em relação ao seu ambiente. Ex.: Falta de capacidades técnicas; produtos não conhecidos pelo mercado; problemas de qualidade; comercialização ineficiente.
Variáveis Externas e não controláveis Oportunidades São variáveis que podem que surgem no ambiente externo e que podem favorecer a organização, caso ela assim deseje e se interesse por usufruir as oportunidades. Ex.: mudanças nas condições do mercado que favorecem a empresa, como câmbio, taxa de juros, preço de commodities que intereferem na empresa, entre outros; surgimento de novas tecnologias no mercado, que possibilitam a inovação em produtos.
Ameaças Condições externas que criam um ambiente desfavorável à organização. Ex.: evoluções tecnológicas que tornam obsoletos os produtos; políticas de livre comércio, que podem aumentar a concorrência interna, dificultando o ambiente para as empresas nacionais.

Neste contexto, a análise SWOT é uma ferramenta de planejamento estratégico utilizada para realizar a análise de cenários de uma organização, baseada em fatores internos e externos. O termo SWOT vem do inglês Strenghts, Weaknesses, Opportunities e Threats, ou seja, Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças (também conhecido por matriz FOFA).

Notas: Matriz SWOT, onde as forças e fraquezas fazem parte do ambiente interno; as oportunidades e as ameaças fazem parte do ambiente externo; as forças e as oportunidades favorecem a organização, enquanto as fraquezas e as ameaças prejudicam a empresa.

Podemos também criar uma matriz da análise interna vs a análise externa, identificando diferentes tipos de estratégias para cada situação da matriz:

Análise Externa
Ameaças
Oportunidades
Análise Interna Pontos Fracos
Desativação¹ ou Sobrevivência²: risco acentuado
Melhoria¹ ou Crescimento²: aproveitamento potencial
Pontos Fortes
Enfrentamento¹ ou Manutenção²: risco enfrentável
Aproveitamento¹ ou Desenvolvimento²: domínio da empresa
Notas: ¹ Chiavenato (2006) e ² Rebouças (2010).


TIPOS DE ESTRATÉGIAS

Dessa forma podemos discutir brevemente sobre alguns dos tipos de estratégia que as empresas podem adotar dependendo da situação em que se encontrarem ao contrastar suas forças / fraquezas com as oportunidades e ameaças atuais por parte do mercado.

a) Estratégia de desativação ou sobrevivência:
Ocorre quando o ambiente e a empresa em si encontram-se em situação ruim, desfavorável. Medidas básicas utilizadas nesta situação são:

  • redução de custos:  reduzir pessoal, níveis de estoque, diminuir compras, efetuar leasing de equipamentos, procurar aumentar a produtividade, entre outros.
  • desinvestimento: quando a empresa possui conflito entre produtos próprios ela pode realizar o desinvestimento daquela área que está comprometendo o restante da organização.
Em última instância, caso as estratégias acima não funcionem a empresa poderá liquidar o negócio.

b) Estratégia de melhoria ou crescimento:
A predominância por parte interna da empresa é de pontos fracos, no entanto o ambiente externo favorece a organização com oportunidades. Quando a empresa encontra-se nesta situação cabe à ela usufruir desta situação externa favorável e fortalecer seu ambiente interno. Medidas possíveis são:

  • inovação: desenvolvimento e lançamento de novos produtos, serviços, tecnologias.
  • internacionalização: incluir seus produtos e serviços em outros países diferentes do país de origem da empresa. 
  • joint-venture: junção de duas empresas, onde uma entra com a tecnologia e outra com o capital.
c) Estratégia de enfrentamento ou manutenção: 
No ambiente, a predominância é de ameaças. Contudo, a organização possui uma série de pontos forte que a possibilitam utilizar estratégias com o propósito de manter sua situação no mercado. Nesta situação a empresa pode utilizar-se das seguintes estratégias:

  • de estabilidade: a empresa procura manter o desequilíbrio gerado pelo mercado.
  • de nicho: a organização concentra seus esforços em dominar um determinado nicho para preservar vantagens competitivas.
  • de especialização: foco em determinados produtos, serviços, atividades. Uma empresa que adota esta estratégia tende a ter seus custos unitários reduzidos por aumentar a quantidade de produção de determinado produto. No entanto, ao concentrar seus esforços em um único ou em poucos produtos ou serviços, a empresa passa a ficar mais vulnerável, principalmente  se novos fatores externos vierem a prejudicar o foco que resolveu adotar.
d) Estratégia de aproveitamento ou desenvolvimento:
Esta é a melhor situação possível para a organização, pois esta possui predominância de pontos fortes no ambiente interno e oportunidades no mercado. Cabe à empresa aproveitar as oportunidades e enfatizar seus pontos fortes. Neste nível a empresa pode buscar por desenvolver-se nos ambientes mercadológico e tecnológico, buscando novos clientes e participação em novos mercados. A organização pode adotar uma ou mais das estratégias listadas abaixo:


  • desenvolvimento de mercado: atuação em novos segmentos ou em novos mercados geográficos.
  • desenvolvimento de produtos ou serviços: a empresa busca aumentar suas vendas com a colocação de novos produtos ou serviços nos mesmos mercados em que atua.
  • desenvolvimento financeiro: união de empresas, onde uma possui ponto fraco em recursos financeiros e grandes oportunidades e outra possui ponto forte em recursos financeiros e baixas oportunidades.
  • desenvolvimento de capacidades: união entre uma empresa na fase de manutenção com outra na fase de crescimento.
  • desenvolvimento de estabilidade: trata de uma associação, fusão entre empresas que buscam solidificar e uniformizar suas evoluções.
  • diversificação: é a estratégia mais forte do desenvolvimento de uma empresa, conforme Rebouças (2010). Divide-se em:

    • horizontal: compra ou associação de empresas similares;
    • vertical: produção de novos produtos ou serviços, mantendo mesmos fornecedores de matéria-prima e clientes finais;
    • concêntrica: diversificação dos produtos, aproveitando a mesma tecnologia ou força de vendas, aumentando a quantidade de produtos ofertados no mesmo mercado.
    • conglomerada: a empresa não nem a mesma tecnologia e nem a mesma força de vendas. O risco por parte da empresa é menor, pois acaba se envolvendo em diversos ramos diferentes;
    • interna: os fatores internos são predominantes neste tipo de diversificação, onde não há muita influência dos fatores externos.
    • mista: quando a empresa apresenta mais de um tipo de diversificação.
Resumindo:




Escrito por

Mestre e Doutorando em Administração

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